As caras da Nassau

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Por Diego Toscano

Nem só de vencedores viveu a 4ª Maratona Internacional Maurício de Nassau. Além deles, quase cinco mil pessoas estiveram ontem no centro do Recife. Milhares de histórias diferentes, de superação, força e até, em alguns casos, de romance em quilômetros. Atletas que não estavam incomodados com a colocação. Uma verdadeira celebração do esporte e da saúde, que saiu da Praça do Marco Zero e chegou, para os que se aventuraram nos 21km ou 42km, até a avenida Boa Viagem.

Quem é que não “corre” atrás de um amor? Carlos Alberto e Zuleide de Lurdes levaram isso ao pé da letra. “Nós nos encontramos através da corrida. Começamos a correr pelo mesmo motivo: a depressão”, explicou Zuleide. “Cheguei a um ponto que, ou fazia alguma atividade, ou ficava doente. A melhor coisa que aconteceu na minha vida foi eu ter começado a praticar esportes”, ressaltou Carlos. Há mais de cinco anos juntos, os dois encontraram, além da saúde, um parceiro para a vida. Hoje, ela correu para 21 km e ele, para 10 km. E que continuem a correr, nas pistas e no dia-a-dia, atrás da felicidade. O corpo e a mente agradecem.

Drogas. Da cerveja ao crack, muita dificuldade para sair do buraco. “Comecei a correr principalmente para sair do vício”, frisou o agora animado Reginaldo Feliciano, paraibano de 57 anos. “Eu não consigo mais viver sem o esporte. Sem ele, me sinto infeliz”, desabafou. Há sete anos sem beber e fumar, o motorista de caminhão é um novo homem. “Tenho certeza que, se eu não tivesse parado, hoje não estaria vivo”, ressaltou. É a segunda vez que Reginaldo corre a Maurício de Nassau, e dessa vez vem querendo baixar o tempo. “Ano retrasado eu fiz em 1h34m, quero ficar, no mínimo, abaixo disso”, disse.

Ciclismo, Mountain Bike e corrida de rua. Nilton Jardim, de 42 anos, pratica esses três esportes. Mas nem sempre foi assim. “Iniciei meus exercícios porque era sedentário e sofria com a saúde. No começo, caminhar e pedalar”, frisou Nilton, que acabou se apaixonando pela bicicleta. “Fui sentindo que tava dando resultado, continuei. Comecei a fazer vários eventos de ciclismo de montanha e depois coloquei a corrida na rotina. Aliando as duas modalidades, melhorei ainda mais meu desempenho”, ressaltou.

Tem uma história marcante sobre você e as corridas de Pernambuco? Mande-a para o e-mail historias@corre10.com.br. Participe!

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